Mercúrios gêmeos?

Olá, amigos! Nesses dias estou em plena campanha de lançamento de meu segundo livro, A SÃO PAULO QUE SÃO PAULO NÃO VÊ, e para produzi-lo criei uma campanha de arrecadação de fundos – o crowdfunding – na plataforma da empresa Benfeitoria. Foi ótimo!

Entre as diversas recompensas que criei, um pequeno grupo de 11 pessoas resolveu contribuir com o valor máximo. Resolvi, então, projetar uma embalagem de luxo para receber os dois livros – o do Rio e o de São Paulo.

Pois bem, na capa da tal embalagem resolvi colocar uma imagem de referência para cada cidade, Rio e São Paulo, e acabei por eleger o deus mitológico Mercúrio para representá-las. O Mercúrio carioca está na fachada da AEC – Associação dos Empregados no Comércio -, no número 120 da Avenida Rio Branco (visto acima). Já o Mercúrio paulistano é o da antiga Bolsa de Mercadorias de São Paulo, atual Tribunal de Alçada Civil do Estado de São Paulo, no número 73 do Pátio do Colégio (visto abaixo)

A ideia era colocar na imagem uma face de cada Mercúrio – o carioca e o paulistano. No momento de fundir as duas fotografias para transformá-la numa imagem só, qual não foi a minha surpresa ao perceber que a fusão se deu com a maior naturalidade, sem nenhuma intervenção digital da minha parte… Fiquei extremamente curioso com tamanha semelhança estilística entre as duas esculturas. O resultado pode ser conferido abaixo.

A escultura carioca tem autor conhecido. Trata-se do artista italiano Giuseppe Gammarano (1910-1995), estabelecido na cidade do Rio de Janeiro e que trabalhou no escritório Gusmão, Dourado & Baldassini, responsável pelo projeto da década de 1930 da nova sede da Associação dos Empregados no Comércio, na Avenida Rio Branco – onde se encontra a escultura carioca.

Quanto ao seu equivalente paulistano, o imponente Mercúrio da Bolsa de Mercadorias do Pátio do Colégio, sabe-se que o prédio é projeto de 1933 do Escritório Técnico Azevedo, Severo e Villares, mas a autoria da peça me é totalmente desconhecida. O ano de 1933 é exatamente o ano em que o escultor Gammarano teria chegado ao Brasil, aos 23 anos de idade. Teria ele imigrado para São Paulo, como tantos outros, antes de vir para o Distrito Federal?

Seria Gammarano, enfim, o autor desse Mercúrio paulistano? Cartas para a redação.

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