Palácio Pedro Ernesto

PRAÇA FLORIANO, S/N
CÂMARA MUNICIPAL DO RIO DE JANEIRO
PROJETO DO ESCRITÓRIO TÉCNICO HEITOR DE MELLO (FRANCISQUE CUCHET E ARCHIMEDES MEMORIA), 1920

JOSÉ OCTAVIO CORRÊA LIMA (1878-1974)
ESCULTURAS EM CIMENTO MODELADO
1923 C.

Segundo interpretação do Professor Nelson Porto Ribeiro, do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFES e responsável pelo texto de Introdução do livro O RIO QUE O RIO NÃO VÊ, o programa alegórico do Palácio Pedro Ernesto foi idealizado pelo escultor Corrêa Lima, que teria posicionado junto aos dois torreões do prédio oito esculturas alegóricas, sendo quatro frontais e femininas e outras quatro ao fundo e masculinas.

As alegorias femininas, segundo Ribeiro, representariam os quatro estágios por que passou a cidade do Rio de Janeiro ao longo de sua história.

A Cidade Primitiva

No torreão à esquerda do observador estão a Cidade Primitiva, representada por uma índia e seus típicos adereços (acima), e a Cidade Colonial, representada por uma mulher em andrajos, como se mal tratada estivesse, em conformidade com o estado de abandono em que se encontrou o Rio de Janeiro colonial até a chegada da Família Real Portuguesa (abaixo).

A Cidade Colonial

A Cidade Imperial

No torreão à direita do observador estariam a Cidade Imperial – uma mulher vestida com a indumentária da época, além de cetro e coroa (à esquerda) – e a Cidade Republicana, representada com o inconfundível barrete frígio alusivo à ideia de República, além de portar um escudo com o brasão da cidade do Rio de Janeiro ao centro (abaixo).

A Cidade Republicana

As quatro alegorias masculinas, posicionadas ao fundo e de difícil observação frontal, representariam, ainda segundo Ribeiro, as fases sucessivas do Trabalho, vitais para o bom desenvolvimento de uma sociedade urbana. São elas: de um lado, o Trabalho Manual representado pela Indústria e pela Agricultura; do outro, o Trabalho Intelectual representado pelas Ciências e pelas Artes.

Representados estão, abaixo, a Indústria (com o martelo e a engrenagem) e as Artes (com a tocha, a lira, a paleta e o capitel).

A Indústria

As Artes

Repare o leitor, ainda, a última imagem, abaixo: o artista lançou mão de licença poética para desmembrar o brasão da cidade e reposicioná-lo livremente nos capitéis jônicos das colunas.

Capitel jônico do Palácio Pedro Ernesto

Ainda de Corrêa Lima é o belíssimo baixo-relevo da loggia, a ser mostrado aqui no blog num futuro próximo.

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