A MURADA DO IATE CLUBE DO RIO DE JANEIRO

IATE CLUBE DO RIO DE JANEIRO
AVENIDA PASTEUR, 333

Escrevemos hoje sobre a murada do Iate Clube do Rio de Janeiro[1], no aprazível bairro carioca da Urca.

Imensa como a tradição do clube que guarda, a murada construída entre 1946 e 1947 percorre boa parte da Avenida Pasteur, que comunica o bairro da Urca à Enseada de Botafogo. Interessa-nos, aqui, a parte da murada localizada à esquerda de um observador que se encontra diante da porta principal do clube – indo desta até o posto de gasolina já na entrada da Enseada de Botafogo.

Construído em forma de ondas, num sobe e desce de 53 elevações, o muro encontra-se tombado pela prefeitura desde 2016. Em cada uma dessas elevações – com algumas poucas lacunas – encontra-se um conjunto composto de 16 azulejos quadrados voltados com os vértices para cima e circundados por uma moldura em argamassa pintada de azul – sempre com motivos náuticos ou marinhos. São 48 conjuntos de azulejos, no total.[2]

Segundo o crítico de arte Frederico Morais em seu livro “Azulejaria Contemporânea no Brasil”, a criação das imagens se deve ao casal Arpad Szenes e Maria Helena Vieira da Silva – ela, mais provavelmente. A execução e a queima dos azulejos, todavia, foi de outro casal, Anna Soares Mandescher e Adolpho Mandescher, de onde viria a assinatura A. Soares presente nas peças.[3]

Há âncoras, caravelas, jangadas e cenas de regatas, além de cavalos marinhos, crustáceos e numerosas espécies de peixes – alguns imaginários, talvez… Fotografei todos os conjuntos, alguns em péssimo estado de conservação. Abaixo vão 21.

 

[1] Inicialmente denominado Fluminense Yachting Club, o clube foi fundado nas dependências do Fluminense Football Club, em 25 de março de 1920, durante a gestão de Arnaldo Guinle.

[2] Eu me dei ao trabalho de ir lá e contar, mas conto com a ajuda de quem se dispuser a fazer o mesmo…

[3] Agradeço a minha amiga Angelica Galetti pelo envio de tão preciosa informação.

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um comentário

  1. Parabéns pela matéria. Estava curiosa em relação aos azulejos. Pena estarem tão mal cuidados.

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