O RIO DE TODOS OS SANTOS: SANTA TERESINHA DO MENINO JESUS

Com o surgimento da Torre do Rio Sul, nos anos 1980, a igreja perdeu sua monumentalidade original.

Olá, amigos! Escrevo hoje sobre a Igreja de Santa Teresinha do Menino Jesus, aquela bem ao lado do Shopping Rio Sul.

Confesso que sempre chamei a igreja pelo pomposo nome de Santa Teresinha de Lisieux…

Recentemente, ao visitar um sebo com minha filha – viva as filhas, viva os sebos! -, deparei-me com um livro bem malconservado sobre a igreja e resolvi comprá-lo, na esperança de encontrar algo sobre os artistas construtores do imóvel – “devoção” maior do nosso blog. A publicação, A Igreja de Santa Teresinha, é da autoria do Monsenhor Leovigildo Franca – e não França! -, então pároco da paróquia de mesmo nome.

Eureca! Além dos responsáveis pelo projeto arquitetônico – Arquimedes Memória e Francisque Cuchet -, e da firma contratada para a ereção do monumento – a Construtora Penna Franca -, já por nós conhecidos, ficamos sabendo da participação de pelo menos outros cinco artistas na construção da igreja!

Para os leitores mais apressados, vou logo confessando. São eles: Carlos Oswald, Honório da Cunha e Melo, Albert Freyhoffer, Tito Bernucci e Manoel de Andrade, com especial destaque para o primeiro, autor dos desenhos dos vitrais e das principais pinturas do templo.

Num belíssimo projeto art déco, estilo que acabou por merecer a predileção do arquiteto Memória em seus últimos projetos, a igreja foi inaugurada ainda incompleta no dia 14 de junho de 1935, quando o Túnel Novo ainda nem sonhava em ligar os bairros de Botafogo e Copacabana. Hoje, apertada entre o túnel e a mastodôntica Torre do Rio Sul, a bela igreja fica meio escondida e até mesmo os apressados automóveis têm dificuldade de lhe estacionarem à porta.

O templo em foto de 2016.

Abaixo retiramos alguns trechos da bibliografia, bastante elucidativos para os nossos interesses artísticos, bem como algumas imagens, inclusive aquelas das obras de arte do interior, estas últimas presentes no mencionado livro do Monsenhor Franca:

“Para o carrilhão da torre foram encomendados sete sinos da firma dinamarquesa “De Smithske”, dos quais apenas um foi comprado e chegou ao Brasil em 1939; os restantes não chegaram devido à guerra que se desencadeou na Europa em setembro. Em consequência ficou anulado o contrato com a firma vendedora.”

“Ainda no ano de 1939, chegaram de Paris ricos paramentos em cor branca para as missas solenes compreendendo casula, dalmática e túnica. Junto com os paramentos, chegaram também dois belíssimos ostensórios para a Bênção do Santíssimo, ambos em prata dourada, e um deles com colunas de marfim.”

O templo é tombado pelo município desde 1996.

Fontes:

Franca, Leovigildo. A Igreja de Santa Teresinha. Cia. Brasileira de Artes Gráficas: Rio de Janeiro, 1951. http://stateresinharj.wixsite.com/santateresinharj/sobre-nos, 06/12/2017)

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