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Os Mercúrios Cariocas (parte 3)

Continuando minha pequenina pesquisa sobre as referências ao deus Mercúrio nas fachadas cariocas, e atendendo ao especial pedido do meu amigo e pesquisador Alexandre Guarnieri, apaixonado pelo tema, que sempre me cobra novas aparições do Padroeiro dos Comerciantes, lá vão novas imagens e endereços onde o mensageiro dá as caras, e até umas outras onde tenta se esconder de nós…

(Lembrei de comparar a expressão “procurando cabelo em ovo” para o que venho fazendo ao identificar os diversos Mercúrios cariocas, por vezes de facílima identificação, mas por outras bem escamoteados por detrás das vontades estilísticas de seus criadores).

Alguns ornamentos relativos a Mercúrio já foram tratados em postagem própria, sendo assim vou deixá-los de lado, por ora, e concentrar-me apenas naqueles “nunca” vistos – pelo menos aqui…

Limitar-me-ei, hoje, a mostrar o ornamento e indicar-lhe o endereço, apenas.

Rua Acre, 122, um dos mais clássicos Mercúrios da cidade.

Rua da Candelária, 6. Antiga sede do Banco Francês e Italiano, projetado por Viret e Marmorat por volta de 1924. Atual FGV.

Rua Buenos Aires, 47, antiga sede do Banco de Crédito Geral, depois cartório do 11° Ofício de Notas.

Rua Camerino, 11.

Todos os prédios do lado par da Rua da Carioca, de feição eclética, foram construídos por volta de 1906, após o alargamento da rua. Este é o de número 22.

Rua Luís de Camões, 30. Também o Real Gabinete Português de Leitura rendeu homenagem a Mercúrio em sua fachada em cantaria, executada por Germano José de Sales e trazida de Portugal.

Este simpático caduceu é parte da marca da proprietária original do prédio, a UVCB (de União dos Viajantes Comerciais do Brasil), na Avenida Mém de Sá, 247, na Lapa.

E para finalizar, uma provocação. Será a alegoria presente no belo Edifício Itajubá, em estilo art déco, abaixo, uma possível referência nativista a Mercúrio?

Cartas para a redação…

Rua Alvaro Alvim, 23, Centro.

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