AVENIDA PRESIDENTE ANTONIO CARLOS, 375
ANTIGO MINISTÉRIO DA FAZENDA | PROJETO DE LUIZ EDUARDO FRIAS DE MOURA, 1939
HUMBERTO COZZO (1900-1981) | BAIXO-RELEVO EM MÁRMORE, 1943 C.
Chamam-se métopas aos intervalos entre os tríglifos do friso dórico no templo grego. No edifício do Ministério da Fazenda, há 33 delas, representando as principais fontes de renda do país. No dia 21 de agosto de 1941, o escultor Humberto Cozzo encaminhou carta ao Dr. Ary Fontoura de Azambuja, engenheiro-chefe da comissão de construção do edifício, informando acerca do conceito por trás da realização das métopas da fachada: “As 16 métopas do lado esquerdo representando as forças naturais; as outras 16 métopas correspondentes à parte direita do edifício as forças espirituais, industriais e comerciais. A métopa central, para onde convergem as laterais, terá uma composição representando o Estado Novo, chave e força propulsora do progresso nacional.”
Parece-nos que o artista mudou de idéia quanto à realização desta métopa central, já que ela não parece fazer parte dos 33 relevos hoje existentes. A métopa de número 17 (a central, portanto) traz cinco jovens ajoelhados à frente da conhecida escultura da Vitória de Samotrácia.
Reproduzida acima está a métopa de número 33, que representa a criação de gado cavalar.
Algumas peças receberam a assinatura H. COZZO.

