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Centro Cultural Justiça Federal

AVENIDA RIO BRANCO, 241

ANTIGO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL
PROJETO DE ADOLFO MORALES DE LOS RIOS, 1905
ATUAL CENTRO CULTURAL JUSTIÇA FEDERAL

MANOEL FERREIRA TUNES (1850 C. -1921) | ENTALHAMENTO EM MADEIRA | 1908

Esta monumental porta dupla, dentre três com o mesmo entalhamento, representa a alegoria da Justiça, coroada e de olhos vendados, diferentemente da representação abaixo, onde a mesma Justiça aparece sem a venda. Os olhos devem estar vendados no momento de julgar, pois somente a razão deve nortear as decisões do juiz, e não a evidência dos sentidos, que frequentemente confunde. Uma balança e seus dois pratos estão logo abaixo. Ao centro estão duas espadas, dispostas verticalmente e quase imperceptíveis. Na parte inferior, dois dragões desempenham sua função protetora ao conjunto. Em peroba do campo. Assinada e datada RIO – 5 – 908 – M. F. TUNES.

 

MATHURIN MOREAU (1822-1912) | ESCULTURA EM FERRO FUNDIDO | 1909 C.

A escultura acima, no coroamento do prédio, representa a Justiça e alguns de seus atributos: uma mulher jovem, calçando sandálias e vestindo túnica amarrada na cintura que lhe deixa à mostra apenas os braços, está sentada num trono e tem à mão direita, apoiada no chão, uma espada. Sobre seu joelho esquerdo está apoiada uma típica balança de dois pratos; no chão, junto ao pé esquerdo, um galho de carvalho está pousado sobre dois livros. A espada representa o rigor da Justiça, aquela que não hesita no momento de punir, e sua habilidade de separar a ficção dos fatos, simbolizados pelos seus dois gumes. A balança, utilizada para medir as quantidades das coisas materiais, é frequentemente empregada como uma metáfora da Justiça, que cuida para que cada homem receba o que lhe é devido, nem mais nem menos. O carvalho representa a força para julgar e os livros simbolizam a lei escrita. Na base, junto ao pé, inscrição indica a execução das Fonderies du Val d´Osne, na França.

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